(P) – Essa saída da animalidade… para os planos da espiritualização?
(H) – Sem dúvida. Porque quando o homem foi criado diz assim: “Façamos o homem a nossa imagem conforme a nossa semelhança” (Gên.1:26) olhe a expressão contida “E domine sobre peixes do mar, aves do céu, gado, terra e todo réptil que se move sobre a terra” então a nossa libertação não é apenas sair voando, livre dos problemas, a nossa libertação implica em “domine sobre”. O réptil que termina o versículo 26 que são as insinuações inferiores que nos visitam, e continuarão visitando sempre. Elas nos visitam de maneira sutil e nós temos que ter uma capacidade de dominá-la. Dominar os peixes, a terra, o gado que são componentes psíquicos ou tendências inferiores que ainda dominam a nossa personalidade. E, se dermos campo, nós sucumbimos: aquele que não domina é dominado “…todo aquele que comete pecado é servo do pecado.” (Joao 8:34) porque perdeu a capacidade de administrar o próprio sentido da vida.
(P) – Retornando ao período… na pedra existe… no vegetal, só no hominal.
(H) – Em tese, existe. Agora, a ideia de espaço e tempo no despertar do psiquismo dos seres, pode variar ao infinito. Sempre os acontecimentos que tangem: o impacto nas moléculas, nos átomos, nos minerais eles estão fazendo um trabalho de ativação, estão carregando magneticamente ou descarregando magneticamente os componentes químicos, que vão conduzir estímulos indutores ao elemento psíquico ali. Então quanto mais inferior é o ser, mais ele se curva a uma sistemática do plano maior. O problema varia ao infinito quando nós já adquirimos a faculdade racional. O pensamento contínuo se abre e o que era princípio inteligente se transforma em Espírito[1]. É igual criança quando a mãe põe no berço, hora de dormir, de comer, de tirar o paletó, de vestir o paletó, tudo ela faz. Quando ele começa a se movimentar ela entra em parafuso: porque ela põe aqui, ele vai para lá… quer dizer aí já há uma proposta incluindo o livre arbítrio da individualidade. Então nós temos entidades que estão em uma periódica constante 6, 6, 6, 6, 6, vai caindo, caindo, caindo…, mas não consegue chegar na parte básica fundamental da evolução que é o amor. Para chegar ao amor temos que temperar isto que estamos comentando agora: capacidade de… embora visitado pelos obstáculos, pelos sacrifícios, tribulações, ter uma capacidade administrativa dentro do contexto. Porque não tem como tirar os obstáculos, e as lutas enquanto nós não adquirirmos capacidade de dominar estas as facetas da evolução. Este domínio significa o uso equilibrado da inteligência, administração dos sentimentos e das emoções e uma alta dose do amor implementado.
(P) – Então é o manso, não?
(H) – É o manso que irá herdar a terra no seu global. Não vai herdar um processo de um reino ou uma nação que está colocado aqui no versículo seguinte que nós vamos estudar, vamos ter em conta isto, pois isto diz respeito a nossa luta, nessa reunião, pois estamos estudando para isto. O que nós falamos aqui diz respeito a uma projeção em que o Apocalipse está sendo trabalhado para nos ensinar que acabou aquele período de viver para si. Quem quiser estar bem tem que viver para o completo, para o grupo, para o geral no campo universalista. Quando se fala hoje, amor universal, não é porque perdemos o direito de amar uns aos outros no campo pessoal e particular. Agora, este amor no campo pessoal das relações afetivas diretas só vai encontrar na ressonância gostosa de amplas sedimentações à medida que se abre no interesse dos outros no campo geral. Tanto que já falamos aqui e repetimos: Quando Emmanuel fala no bem, em fazer o bem, ele sempre coloca: trabalhar o bem de todos. Mas nós ainda somos muito partidaristas, muito personalistas: é ali só e mais ninguém.
(P) – Mas isso aí está ligado a lei de causa e efeito. Não estamos ligados à nossa sobrevivência? Não estamos ainda muito preocupados com a nossa sobrevivência?
(H) – Está porque na medida que vamos avançando dentro deste parâmetro muito apertado que você está trazendo aí já começamos a ter uma visão de cima. Quando a visão de cima se abre, ficamos tranquilos. É mais ou menos como uma pessoa que chega perto da gente, quando estamos sofridos, e
– Fique calmo pois tudo vai dar certo …
– Como é que você sabe?
Ela está olhando de cima e nós estamos apertados em nossa forma.
– Tem certeza?
– Tenho.
Aí a pessoa chora de alegria e até dorme, um sono bem sossegado alimentado por aquele magnetismo. Quanto mais nos recolhemos a nós próprios, mais apertados fica o cerco. É da lei.
(P) – Acho interessante quando você colocou essa questão de dominar, mas antes de dominar, tem que denominar, reconhecer.
(H) – Sem dúvida, perfeito.
(P) – Em Tiatira o senhor está tratando do lance espiritual pois o caminho lá já passou…
(P) – O amor universalista demanda uma certa liberdade para aplicá-lo. Quero aplicar: amar o todo, querendo fazer isto é difícil pois os amores particulares querem a gente só para eles 100% e não querem dividir nosso amor com ninguém. Daí a necessidade de ter certa liberdade para fazer isto. A vida de relação prende muito.
(H) – Aspectos que nós aprendemos no campo do encaminhamento nosso na administração da afetividade, a sinceridade interior que vamos elegendo, por exemplo, aquela postura de não brincar com o sentimento alheio, em que o sexo para a linha instintiva que projeta para o amor vai começando a ser dominado. Por enquanto, o domínio dele é amplo. Ele vai começando a ser dominado e quando ele começa a ser dominado, o amor começa a brotar com toda intensidade. Não é o amor paixão, mas o amor genuíno. Quando o amor genuíno vai surgindo automaticamente você é capaz de entrar na pauta, vamos dizer, no amor a vida a dois, com a pessoa que faz o par no campo da afetividade, traz uma nação inteira de relacionamentos. Aí você vai ter que começar… para manter uma linha de conexão feliz e segura no campo da alimentação, você vai ter que valorizar(de começo) os elementos que vem para sua área. Mas, infelizmente o que acontece numa vida normal de um casal, o elemento A puxa toda sardinha para a família dele e o elemento B para lá. Fica assim: você não gosta de meu cunhado, não gosta da sogra, da minha mãe, entra numa luta tremenda. Então além de uma linha experimental no campo cármico, há também um plano experimental de vida para se abrir este amor. Porque nós temos, e é normal isto, por condição pessoal a rejeitar obstáculos, rejeitar coisas que aborrecem e não pode ser diferente. Imagina se eu estivesse represando muito as confusões da vida, não é por aí. Mas a tendência é rejeitar. E por que temos que conviver com isto e até engolir, em nome do amor que nós cultivamos? Vamos falar o porquê. Porque a igreja de Tiatira está projetando universalismo vai definir o seguinte: nós somos luzes em desabrochar, está certo? Nós somos amores embutidos, esta potencialidade do amor que não sai no amar. Então o grande segredo é transformar o amor em amar. Porque Amor todo mundo tem, o verme tem amor na intimidade dele não tem não?! Tem, tanto que ele trabalha em função do geral. Só que o amor dele está sendo dinamizado pelas hostes superiores que tem uma ressonância do amor em Deus.
(P) – O verme está ali para isto e ninguém tem ele.
(H) – Pois é, está no papel dele. Mas agora vamos voltar ao pensamento anterior. Então na medida que você descobre, vai colocando a luz em irradiação e o amor em expansão, você começa a evoluir, como falamos hoje no início, nós estamos sentindo que é preciso acionar toda proposta nossa em plano de operacionalidade globalizada. Por exemplo: um elemento fala ao amigo – Você vá lá no grupo Emmanuel para tomar um passe que você vai melhorar. – essa criatura, chega no dia que ele marcou e bateu aqui. A criatura pode chegar aqui e perguntar – Onde é que está o fulano, ele ficou de me dar um passe? – ele deu o passe em 7 elementos que ele nem sabe quem é. – Pode vir que eu estou lá. – ele veio em função deste um que lhe deu segurança. Este um viu ele aqui, mas ele deu o passe em 7 outros. Então, é em nome da manutenção de um plano de relacionamento de valorização de um coração, ele talvez nem viesse aquele dia, e veio e deu 7 passes em elementos que ele não sabe o nome, nem de onde veio e nem para onde vai. É assim que a condição vai sendo aberta para nós. Vai sendo aberta deste jeito. Agora, começa nos planos pessoais, começa por aí. Então você falou o verme não sabe e ninguém quer o verme.
(P) – Ele tem liberdade para fazer isto.
(H) – Tem, mas atua no parâmetro que lhe é concedido pelas leis que nos regem. Inclusive um dia já falei isto aqui. Um dia, Chico Xavier falou que era um verme e Emmanuel reclamou dele “Que negócio é este? Você está desmerecendo o verme!”
(P) – Sobre este aspecto, nós não podemos esquecer nunca que o grande balé da vida é a gente aprender a administrar tudo isto, pois a nossa evolução normalmente sabemos que está começando com aqueles que a misericórdia do Pai, colocou mais próximos, dentro do lar. Nós não podemos nos descuidar das situações que existem no lar para atender o próximo que está um pouco além de nosso lar. E é nesta administração que muitas vezes ficamos impacientes com aquele do lar que reclama nossa presença, mas os espíritos lá em cima dizem… ela está totalmente empolgada com a missão lá fora esquecendo a daqui. A pedra em casa não é pedra é degrau. O companheiro que reclama é para que você não chegue ao plano espiritual, feito demais lá fora e esqueceu aqui dentro. Então, tem horas que você tem necessidade de começar dentro de casa. Então, olha eu vou lá porque tenho compromisso. E tem hora que você deve falar, hoje não posso ir pois tenho que atender em casa. É assim que a gente vai aprendendo a colocar amor em tudo e não se sentir escravizada num só trabalho.
(H) – Valquíria, nós temos lembrado muito sobre isto que a evolução vai nos abrindo campos, e o plano educacional nos é entregue, a nós, que somos dotados de inteligência. O verme não tem a evolução consciente, mas nós temos condição de implementá-la. Isso é que ocorre. Outra coisa é que não existe peso superior as nossas forças, não existe. O que existe são planos que eu adoto, você adota e qualquer um de nós adota, numa hiper valorização dentro de componentes emocionais. Isto que você está trazendo aqui, um percentual enorme é resolvido na emoção doentia e egoísta – Não fico mesmo e passe muito bem. – não é por aí. Às vezes, uma prece resolve e asserena um coração que está rebelado e quer tirar a pessoa do caminho. Isto é o que eu penso e tenho observado que funciona assim. A pessoa fica assim – Hoje tenho um compromisso e eu não sei como é eu vou fazer. – na hora que começar a laborar demais, costuma complicar. Mas se lê uma página, faz uma prece, envolve aquela criatura complicada e daí a pouco está tudo bem, até veio na bandeja até com paninho rendado. Isto acontece demais da conta. Isto significa o seguinte: Temos que usar os recursos estratégicos, os valores a fim de que possamos dimensionar adequadamente as pessoas em nossa volta e não prejudicar a tarefa que tem sentido universal, que tem que ser levada. Mas há momentos em que temos de aguentar as pontas em seu reduto pessoal que é intransferível.
(P) – Um ponto que o senhor fala em usar recursos, a nível das oportunidades, mas não esquecendo de não desvincularmos com o pensamento divino.
(H) – Ah sem dúvida! Pois temos aqueles que agem no impacto da vida. A vida vai levando e no fim, por exemplo, quanta gente que desencarna sem ter lido uma página – Qual é o argumento dele: meu trabalho não deu condições, é de sol a sol. – não tem gente assim? E quantos de nós conhecemos, que se tornaram espíritas, despertaram a razão e o sol a sol dele, abriu totalmente. Ele consegue estar presente e tem horário, muda horário, estende e resolve o problema. Então, não nos apoiamos muito sabe em que: minha casa não deixa, meu povo não me deixa sair. Quantas vezes isto acontece, quando ele tem recursos de encontrar a saída. Por que não encontra? Muitas vezes por falta de iniciativa e outras vezes por um orgulho doentio. A pessoa é, às vezes, levada dentro de casa, como verdadeira escrava. O vizinho pede para ela ficar com o menino. Outro também, irmã também. Sabe por que isto? Para cortar o orgulho dela, que ela está ficando – Comigo não peço. Isto nunca faço! – e vai ter um dia que vai ter que fazer. Vocês estão entendendo a colocação? Tem que abrir gente! Tem que dar uma horizontal mais ampliada porque tem gente de toda maneira. Gente que não faz porque não pode mesmo. Outra não faz porque uma série de fatores pesa no psiquismo dela. (…)
(P) – Então e quando a gente entra em canoa furada tem que desligar daqueles amores que querem a gente…
(H) – Esta colocação de ligar e desligar é muito relativa. Vinculação e desvinculação, em tese, não podem desativar amor que está acima de vinculação e desvinculação. E isto é difícil de engolir, porque está tudo envolvido com o progresso nosso. As vezes, uma criatura desencarna, a pessoa ficou – Perdi meu… – mas essa morte não te desvincula dessa criatura não, é diferente.
(P) – as questões que essa… estão apontando… não seria isso?
(H) – Seria. Até alcançar o 3º estagio, muita coisa acontece. O problema nosso (vamos falar nosso sem qualquer pretensão de que estamos além disto) está preso na vastidão universal. Estou trazendo[anotações no quadro] a 1ª está aqui, a 2a, a 3a, aqui foi muito bem, aqui na capacidade operacional, então a criatura vem cá, aprendeu aqui, captou do Alto, aqui ele se emergiu no plano físico para viver e consegui chegar aqui por uma linha natural, reeducacional “Muita coisa que eu pensava antes, não penso mais!”, agora o que é que vem daqui[em nossa revisão parece que terminou a etapa septenária e está sugerindo a próxima em suas anotações no quadro.] pra frente? É um desafio em que o elemento começa a se sentir como que visitado por determinadas preocupações deste avanço. Por enquanto aqui está na linha pessoal. É igual nós aqui, se fizermos uma enquete aqui, qualquer um de nós é capaz de chegar perto de um semelhante e dar-lhe um tapa no rosto? Não. Mas não tem gente que faz?! Tomou lá, dá cá. Isto é normal. Gritou com ele, grita também. Mas quando gritamos com o outro dá uma dor por dentro! Já começa a lamúria, as dificuldades.
Então até aqui aprendemos as regras básicas e nós somos capazes de testemunhos amplos nesta faixa aqui, para provar que estamos com Jesus e não abrimos. E o mundo está assim: eticamente tudo equilibrado! Mas, no fundo uma série de desconfortos relativamente a esta busca aqui quando se trata de participação no contexto.
Então Tiatira está aqui, pois está trabalhando no campo da aplicabilidade dos componentes daqui no plano generalizada da vida. “Não saiba a vossa mão esquerda o que deu a direita” (Mateus 6:3) “Fora da caridade não há salvação”, mas tem de viver assim, tem que estar embutido onde? No lar, aqui dentro, se te escravizar aqui não vai para frente pois fica preso às conveniências puramente de cá. Se caminhar para cá esquecendo de tudo isto aqui de maneira irrefletida, vai sofrer, vai sair aqui a frente para voltar atrás. Então, o assunto que nós estamos convocado a nos ajustar e trabalhar é um campo abrangente. Era muito fácil antigamente. Na idade média, por exemplo, o filho homem nascia, este é do Senhor, vai para o convento, vai aprender. Hoje é assim? Não é assim mais, tem que valorizar aqui[ o lar] e trabalhar, pois, é o nosso ponto de segurança, de fundamentação e projetar para lá. Então nós estamos sendo trabalhados aqui, numa época nova. Conseguir sensibilizar-se com o semelhante. Por enquanto, vamos falar um exemplo clássico de toda hora: Viu as cascas de banana no passeio, ele pode tirar a casca para se livre ou não tenha culpabilidade consciencial não, mas o outro não pensou no problema consciencial, pensou no problema do semelhante que pode escorregar.
Então, o primeiro fala culpabilidade pessoal, quando ele pensou no mal que pode criar para o outro que ele nem conhece, ele abriu para cá[da sétima para próxima espiral]. O outro está funcionando na repartição pensando em quantos dias faltam para o pagamento. Outro está vibrando com o atendimento que aquela empresa está dando. Não sei se vocês estão sentindo? Então as mentes vibram em patamares consonantes com o grau de evolução que ele está conquistando. E o projeto é abrir.
(P) – No livro… tem uma lição muito linda que fala sobre o cortar e o despertar.
(H) – Sem dúvida.
(P) – Aliás, ele é muito poeta.
(P) – Aprendizado e prova.
(H) – Aprendizado e prova.
(P) – Eu ainda estou parada no exemplo de que quando surge alguém de nossa família, também do interesse dela. E aí nós que antes erramos criticados passamos a ser valorizados, mas não pelo valor que elas próprias nos atribuem, mas pela possibilidade de atender novamente o interesse pessoal. Então, o interesse pessoal delas é que queria nos reter juntos a elas no lar. Então num círculo acanhado que não se tem que ler nada, não tem que estudar, não tem que conviver com outras pessoas. Ficar no fechadinho. Mas já que não tem jeito e a gente continua a fazer as coisas que elegemos como valores importantes. E chega um momento que elas possam ser sensibilizadas pelo retorno que isto possa trazer. Como a tônica vibratória é o padrão do interesse pessoal é por aí que elas vão ser sensibilizadas novamente. Então este amigo que chega solicitando, é alguém encaminhado pela própria espiritualidade no sentido de: já que não foi por este, vamos começar pelas beiradas. Então chega o amigo. Então, na verdade não existe um realce da pessoa. Mas já que pode atender aquele, vamos lá. Mas no fundo continua a mesma tônica de interesse. Então ela por ela própria poderia não vir assistir a reunião, mas para acompanhar o amigo vem. E vem assistir a reunião no interesse pessoal do atendimento ao amigo. E o processo vai sequenciando. Alguém que nunca aceitaria um convite pessoal aceitaria de um amigo.
(H) – O amigo tem muito mais autoridade que a gente.
(P) – Mas foi interesse pessoal? Foi. Continuou sendo, então ela ainda não cresceu neste plano de relacionamento, de abertura, de liberdade. No entanto, vai ser por aí que ela vai ser sensibilizada nesta vida, para mais para frente mudar o ponto de vista.
(P) – Abrir?
(P) – Isto. Então lembrei de 2 experiências: Uma do Lázaro e o mendigo, e ele pede no final que vá lá avisar a família. Ele mesmo no plano espiritual continuava apegado ao interesse pessoal. Não foi tocado, para o coletivo, para fraternidade. Continua na mesma história. Lembrei de Paulo quando foi assistir uma reunião, a pregação de uma igreja. Ele chegou lá com qual interesse? O interesse da definição e defesa de seus próprios interesses naquilo que ele acreditava. Ele foi lá para ser do contra. Mas naquele momento, embora permanecesse em seus próprios interesses foi aí lançado uma semente. Ainda que os resultados fossem os mais negativo possíveis em termos de perseguição. Mas, foi naquele momento que foi semeada, porque o processo é muito lento.
(H) – Vocês perceberam a colocação da Lenice? São pontos que temos que considerar pois até hoje somos levados a tudo que temos feito na reeducação por interesse. A questão 895 do Livro dos Espíritos “Postos de lado os defeitos e os vícios acerca dos quais ninguém se pode equivocar, qual o sinal mais característico da imperfeição?” A resposta foi o interesse pessoal e o apego as questões terrenas, então esta marca aqui ela é profunda – o interesse pessoal! Nós temos que trabalhar aqui pois isto está sendo cogitado na nossa luta de agora.
(P) – Voltei na dominação. Eu conheço, mas não domino e essa necessidade de fazer o bem. Eu posso fazer mesmo agindo errado, com consciência que está errado, fazer o bem?
(H) – Com consciência do erro não! Agir na consciência da sua imperfeição, no embalo, não do interesse pessoal, mas de uma ação dignificante e positiva, sabedor de que não vivemos amplamente aquilo ainda. E pelo falar sedimentamos em nós as propostas superiores, tanto no curso de expositores comentamos isto: a nossa autoridade naquilo que você faz é 100%, mas naquilo que pretendemos fazer, cai um percentual enorme de autoridade, mas é falando é que você acaba entrando no terreno novo. Do mesmo jeito, se você cultivar o pensamento e a palavra em cima de um defeito do semelhante você cai naquele defeito. Então se você na recíproca faz o mesmo como os valores positivos, você acaba entrando naquela nova proposta. Se formos esperar ficarmos titulados na prática reeducacional para falar, nós nem tiramos o diploma, nem progredimos… estar caminhando no rumo, numa mensagem[2] que tivemos de Emmanuel recentemente, em que ele diz assim que quando nós falamos com os outros, os valores não são confiados por Ele, à título precário, os valores que nós usamos para ajudar os outros nos são concedidos à título precário no aguardo… e que se nós falamos para os outros, nós sentimos uma responsabilidade e uma força de aplicá-los no plano pratico dominando o processo. Deu para você entender?
(P) – Precário até que você conquiste.
(H) – Exato. É uma concessão. Quando lemos uma página não é concessão aquilo que está na página. Você leu uma página o que vamos encontrar nesta página? Uma série de coisas. E chega aqui e faz um discurso, mas nós estamos longe ainda. Estamos falando, falando e estamos chegando no ponto.
(Recorte das transcrições dos Estudos de Evolução coordenados por Honório Abreu, revisado.)
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[1] Ver questões 76, 79 e 606, Livro dos Espíritos, Allan Kardec.
[2] “Não olvidemos que todos os valores que nos chegam e que oferecemos aos outros, de modo variado, são bens a nós confiados a título precário, até que nos decidamos vivê-los, a fim de não perder lhes a alma substanciosa e viva, a comunicar vida e inspiração.” Trecho da mensagem psicofônica recebida pelo médium Wagner Paixão, durante reunião mediúnica no Grupo Espírita da Benção, em 11/03/2000, coordenação e transcrição por Honório Abreu.